QUEM GANHA ATÉ R$ 5 MIL POR MÊS NÃO VAI PAGAR MAIS IMPOSTO DE RENDA
Vem que eu te explico 🧵
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei de isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Além disso, criou faixas progressivas de desconto até R$ 7,5 mil.
Na prática, quem ganha até R$ 5 mil já não precisará pagar nada de IR. Além disso, quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá isenção parcial. Isso significa um desconto que diminui conforme a renda aumenta, até desaparecer perto dos R$ 7.350.
Segundo estimativas, cerca de 15 milhões de brasileiros serão beneficiados, e aproximadamente 65% de todos os contribuintes ficarão isentos do IR. É uma mudança significativa no alcance do imposto.
O projeto ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente antes de vigorar.
Então, não é algo “imediato” nem definitivo ainda, mas representa uma mudança significativa e promessa de redução do IR para uma faixa grande da população.
Vale ressaltar que o valor levado em consideração para a isenção é a renda bruta mensal. Ou seja, não é sobre a base de cálculo depois de deduções. Se o trabalhador ou aposentado recebe até R$ 5 mil brutos, está dentro da faixa de isenção plena.
No caso de quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 brutos, o desconto é parcial e progressivo, reduzindo gradualmente o valor do imposto devido.
O projeto aprovado não parou por aí. Para que pudesse existir a isenção, houve uma compensação. Ela será feita através da taxação dos mais ricos.
Oct 3, 2025 00:35O custo da isenção está estimado em R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.
Essa alíquota máxima cairá sobre quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.
Com isso, começou-se a narrativa que essas pessoas, grandes empresários, donos de grandes fortunas, “vão fugir do Brasil”. Esse é muito mais um argumento político do que uma consequência prática.
Mudar residência fiscal envolve custos, regras complexas, tratados internacionais e muitas vezes não compensa apenas para evitar uma tributação extra de 10%.
O que realmente importa é que a medida beneficia milhões de trabalhadores e aposentados de baixa e média renda, reduzindo a carga tributária sobre quem mais sente no bolso.
A narrativa de que empresários vão embora serve apenas para gerar medo e confusão, mas não encontra sustentação prática. O que está acontecendo é uma redistribuição: mais alívio para a maioria, e uma contribuição adicional para uma pequena parcela de altíssima renda.
No fim das contas, essa é uma medida de alívio para a maior parte da população, sem fundamentos para os alarmismos que circulam por aí.